CAMINHADA- AZULEJARIA LISBOA


Ponto de encontro: Praça do Comércio
1 - Arco da Rua Augusta - A sua construção foi programada em 1759, no quadro da reconstrução pombalina após a destruição da baixa lisboeta  pelo terramoto de 1755, com desenho de Eugénio dos Santos. Até 1843 o arco subia apenas à altura da sua cimalha, num jogo de colunatas compósitas colocadas em 1815, ficando a aguardar o coroamento.
Foi então aberto concurso para a finalização da obra, ganho pelo arquitecto Veríssimo José da Costa.
Na parte superior do arco, é possível observar esculturas de Célestin Anatole Calmels, enquanto num plano inferior se encontram esculturas de Vítor Bastos. As esculturas de Calmels representam a Glória, coroando o Génio e o Valor. As esculturas de Vítor Bastos representam Nuno Álvares Pereira, Viriato, Vasco da Gama e o Marquês de Pombal.
O texto inscrito no topo do arco remete para a grandiosidade do Império Português e a descoberta de novos povos e culturas. VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS DOCVMENTO.PPD “Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”.
2 – Leitaria A Camponeza
Pelo menos três das Lojas Com História (a Manteigaria Silva, A Minhota, e esta) falam de um tempo em que os lacticínios eram comprados em lojas especializadas na venda de manteiga, as manteigarias; e de leite, as leitarias. Estas, não raras vezes, tinham mesmo uma vaca no local, como se pensa ter sido o caso da Leitaria A Camponeza. As pessoas vinham com os seus próprios recipientes e levavam leite directamente da vaca.
Já foi posteriormente a estes costumes que José Domingues Diogo fundou a Camponeza, em 1907. Aproveitou a clientela que já ali se reunia em torno dos hábitos lácteos e cria fama. Décadas mais tarde torna-se num café, e hoje em dia funciona como restaurante. A actual proprietária tomou conta da loja em 2011. Esta data corresponde a uma remodelação significativa do espaço que, no entanto, salvaguarda os elementos mais importantes que caracterizam o restaurante, sobretudo os painéis de azulejos na fachada e no interior, e a decoração em relevo no tecto, nas vergas e traves-mestras, de inspiração Arte Nova.
3 – Animatógrafo do Rossio
Animatógrafo do Rossio (Antigo)

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Animatógrafo do Rossio (Antigo)
Animatógrafo do Rossio (Antigo)Animatógrafo do Rossio (Antigo)

Inserido no piso térreo de um austero edifício do final de Setecentos, abriu ao público em 8 de Dezembro de 1907.O Animatógrafo possui uma das raríssimas fachadas de cinema concebidas em Arte Nova, riscada por autor anónimo. Apresenta três vãos destinados à bilheteira (ao centro) e duas entradas (portas laterais),todos com bandeira em vidro, onde na central, da bilheteira ,pode ler-se a designação do estabelecimento, Animatógrafo do Rossio. Emoldurando os três vãos existe uma rica decoração vegetalista em talha pintada de cor verde, bastante volumosa e sinuosa,à semelhança de caules de plantas.  painéis de azulejos polícromos de Q. Queriol, subordinados ao tema da luz eléctrica, representando duas figuras femininas que seguram candeeiros, simbolizando a iluminação do mundo, com formas ondulantes,tons suaves e esbatidos, também eles com molduras entalhadas, separam os vãos, enquanto que dois espaços destinados aos cartazes cinematográficos surgem a ladear as portas. Começou por ser o salão de cinema mais luxuoso da capital, apresentou, também, espectáculos de variedades e peças de teatro infantil, até que,
A  partir de 1994,passou a exibir espectáculos eróticos (peep show).O edifício onde o Animatógrafo está instalado surge inserido na Lisboa Pombalina, que está classificada como Conjunto de Interesse Público.
Igreja da Nossa Senhora da Encarnação, em pleno coração do mítico e requintado Largo do Chiado. Juntamente com a Igreja do Loreto, que se encontra no lado oposto, a Igreja da Encarnação fazia parte das nobres casas da cidade,  com as missas mais ilustres da capital. Disputam, ainda hoje, o 1º lugar no exercício da fé de lisboetas, emigrantes e turistas . 

Após a destruição provocada pelo terramoto de 1755  ressurge, já no final do século XIX pela mão do arquitecto Manuel Caetano de Sousa, mantendo os tons rosado e pastel, a decoração e formas suaves que acentuam a luz ténue de Novembro. Silêncio. Uma dezena de pessoas dispersa pelos bancos de madeira reza, ou simplesmente foge do dia lá fora.

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